sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Tempo e O Cinema

Hoje estreia o filme “O Contador de Histórias”, baseado na vida de Roberto Carlos Ramos e dirigido por Luís Villaça. Os leitores que acompanham o LixeiraDourada já devem ter lido os textos que inauguraram nossa área de “Colunistas Convidados”, com a semana especial que fizemos para o filme. Esse texto, nossa crítica “oficial”, irá encerrar esse especial.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Encanto na Narrativa Cinematográfica


TATIANE LIMA

Deleuze diz em As Potências do Falso que Jean Rouch “substitui suas ficções pelas fabulações do outro”. O mesmo serve para falar de Luiz Villaça em relação ao estilo que ele adota em O Contador de Histórias. O filme poderia ter uma linguagem dramática que coloca a violência e a pobreza como problemas sociais insolúveis. Mas Villaça prefere construir uma narrativa que mostra as peripécias de um menino de treze anos recheadas de fantasias que se misturam com a realidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quando A Vida Não É Bela


DANIEL ISRAEL

Quem nunca viu Forrest Gump, de Steven Spielberg? Catorze anos depois, muitos devem lembra-lo pela eloquência com que um homem fala da própria vida, da infância até o momento em que vê no filho um reflexo de si mesmo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma História Bem Contada


JESSICA WEISS

Baseado em uma história real, o filme “O Contador de Histórias” de Luiz Villaça - que entra em cartaz no dia 7 deste mês - narra a vida de Roberto Carlos Ramos, um menino internado aos seis anos de idade na instituição FEBEM. Analfabeto e com mais de cem fugas no currículo, aos treze o garoto já é considerado “irrecuperável”. É quando chega a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que com palavras como “com licença” e “por favor” - até então nunca dirigidas à criança - se interessa em mudar o rumo da vida de Roberto.

domingo, 2 de agosto de 2009

Maresia Visual

Entre realidade e ficção encontra-se o tênue limite do cinema. Há muito tempo a cinematografia deixou de ser uma “arte do real” e passou a lidar com a sua condição de arte ficcional, com (ou sem) base e inspiração na realidade. Assim, uma vez que um filme se propõe a ultrapassar as linhas que o separam do exagero, a narrativa corre o risco de perder grande parte da sua verossimilhança e de seu encanto. “À Deriva” (Brasil, 2009) não deixa de ser encantador e digno de aplausos, mas carrega na pretensão de querer ser simples.
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