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terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma Santa Luta


O retrato realista de uma sociedade argentina conturbada. Os problemas e as injustiças decorrentes da desigualdade socioeconômica. A violência, a corrupção, os maus tratos sofridos pela maioria dominada. Essa é a grande característica de Pablo Trapero, um dos grandes nomes del nuevo cine argentino. Seu recorte seco e preciso derrama o “sangue” argentino na tela. Porém não se trata de “diretor-prostituto” – aquele que prostitui a realidade tornando-a sensacionalista – e sim de um homem preocupado e insatisfeito com a sociedade de seu país.


terça-feira, 16 de julho de 2013

A Natureza Perversa



É razoável concorda que nossas vidas são baseadas em métodos que adotamos, ou seja, uma série de ações tomadas de acordo com princípios privados. Teóricos dizem fazer parte de nossa cultura tal maneira de proceder, daí os múltiplos métodos (ensino, política, economia, entrevista de emprego etc.) mundo a fora.

 

O chamado Método Grönholm consiste numa espécie de dinâmica de grupo onde são avaliados não somente a capacidade de liderança ou a propensão de trabalho em grupo mais também o comportamento do candidato frente a momentos de adversidades e pressão. Trata-se de método fictício, é claro. Porém, é dessa maneira que o autor catalão Jordi Galceran expõe o caráter do homem, na peça O Método Grönholm, quando testado em competição (de sobrevivência).

terça-feira, 23 de abril de 2013

O Retrato da Grande Buenos Aires



Dentre tantos nomes da nova geração do cinema argentino, o do cineasta Pablo Trapero se destaca quando o tema é problemas sociais. Sua obra, visivelmente influenciada pelos grandes mestres do Neorrealismo Italiano, assemelha-se com os filmes eternizados por Vittorio De Sica (“Ladrões de Bicicleta”, “Umberto D.”, “Milagre em Milão”).


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Revolução na Terceira Idade

REEDIÇÃO DO TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 20/10/2011, DURANTE O FESTIVAL DO RIO.
O que levaria os velhinhos de um asilo a se rebelarem contra a tirania de um enfermeiro substituto? No caso do filme Juan e A Bailarina (Argentina/Brasil, 2011), o furor é causado por uma notícia um tanto quanto surreal: a descoberta de um clone adulto de Jesus Cristo. Mas vamos ao princípio da trama: a amável enfermeira Rosa está prestes a tirar férias e, como faz todos os anos nesse período, sai escondida deixando seu filho em seu lugar. Apelidado de "A Bruxa" pelos internos, o rapaz logo prova ser merecedor do apelido, e inferniza a vida dos aposentados, os deixando até mesmo sem sua maior distração: a televisão.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma Declaração de Amor




Uma coisa que não podemos contestar é a incrível capacidade que Juan José Campanella tem de nos emocionar. Seus filmes são o retrato de uma sociedade cada vez mais frenética e, quem sabe, cruel. A vida moderna das cidades, o grande fluxo de informações, o excesso de responsabilidades que nos impedem de conhecermos a nós mesmos e aos que nos circundam. É uma espécie de viseira, limitando a nossa visão periférica. Apenas vemos aquilo que está à nossa frente. Assim é a obra de grande cineasta argentino.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma Comédia Virtual


Em tempos de lucro a todo custo, muitos estúdios vem apostando no segmento da comédia, que atrai milhões de espectadores aqui no Brasil (“E Aí, Comeu?”, “De Pernas Para o Ar 2”, “Até Que a Sorte Nos Separe” etc.) e no mundo. Estas produções são vistas pelos críticos como um chamariz de bilheteria, apesar de não acrescentar para a formação de uma “identidade” cinematográfica brasileira. O motivo dessa repercussão é o formato semelhante ao apresentado na TV, o que gera um sentimento de familiarização com a obra a ser exibida.

terça-feira, 26 de março de 2013

Para Abrir Os Olhos

Charles Chaplin costumava dizer que “a vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe”. Nesse sentido, o diretor e roteirista argentino Sebastián Borensztein nos mostra o quanto é difícil lidar com a perda repentina e a reclusão voluntária que vem em seguida. Quase um estudo freudiano, o qual aponta que, em momentos de frustação, usamos do escapismo, seja pelas substâncias químicas, isolamento, expressão artística, meditação. Temos uma série de subterfúgios, porém são todas modalidades de fuga do problema. O não enfrentamento leva ao que chamamos imaturidade emocional e é nessa premissa que se baseia a tragicomédia Um Conto Chinês (“Un Cuento Chino”, 2011, Argentina).


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Equívoco Perfeito: De Hobbes a Bielinky





Iniciando a carreira em longas-metragens de maneira brilhante com o filme Nove Rainhas (“Nueve Reinas”, 2000, Argentina) que, quatro anos depois, ganhou um remake hollywoodiano financiado pela produtora de Goerge Clooney e Steven Soderbergh, em A Aura (“El Aura”, 2005, Argentina), Fabián Bielinsky tentou manter a sua marca apostando, mais uma vez, na parceria com o ator Ricardo Darín. O que deu certo. A história tem um caráter dinâmico e surpreendente, que entretém e aguça o pensamento do público.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Que Dizem Os Olhos?



Assistir os filmes do diretor argentino Juan José Campanella é sempre uma experiência emocionante. Choramos, sorrimos, enraivecemos e sentimos pena. Uma verdadeira montanha-russa sentimental. São o que chamamos de filmes “redondos” – história bem construída com um personagem carismático e um fim que fecha toda a trama – os quais, geralmente, saímos com uma sensação agradável após a exibição.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Uma Chuva Com Amor


O Mesmo Amor, A Mesma Chuva (“El Mismo Amor, La Misma Lluvia”, 1999, Argentina) é o quarto longa-metragem dirigido por Juan José Campanella. Como se não bastasse, é também o primeiro trabalho do diretor com os atores Ricardo Darín e Soledad Villamil. Esse trio viria a dar excelentes frutos ao cinema argentino, mas isso é assunto que trataremos no futuro não tão distante. Então, voltemos para o nosso filme. Como o título já adianta, trata-se de uma história de amor, regada com humor e uma pitada de drama.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Direito Divino ou Adquirido?



O diretor argentino Pablo Trapero, acostumado a levar para a grande tela temas relacionados a problemas sociais portenhos, tem em Leonera (Argentina, 2008) a dura missão de abordar a maternidade dentro do sistema prisional. O um milhão de dólares gastos para a sua produção foram muito bem distribuídos, dando ao filme seu realismo necessário.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ser ou Não Ser



Um filme capaz de provocar sensações inversamente proporcionais em inúmeros espectadores. Uns o chamam de belo, outros de escandalizador e ainda têm aqueles que o julgam equivocado. XXY (Argentina, 2007) da diretora argentina Lucía Puenzo é um deles. Recebeu diversos nos festivais por onde passou, como o Goya de Melhor Filme Estrangeiro de Língua Espanhola, o da Semana da Crítica em Cannes, Melhor Filme no Festival de Bangkok.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que será do futuro?



Conta a história que, por volta do ano de 1962, o cartunista argentino Quino foi convidado por Miguel Brascó para trabalhar numa campanha publicitária de eletrodomésticos. Ela circularia no meio impresso argentino e seria feita por histórias em quadrinhos. Assim, nasceu os primeiros esboços daquela que seria a principal personagem dos quadrinhos da América-latina. A campanha naufragou, mas a personagem não morreu. Algumas adaptações foram feitas e, com isso, estreava, no jornal Clarín: Mafalda.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O Passado Ainda Vive




Passado e futuro sempre foram os terrenos de nossas maiores angústias e insatisfações. É próprio do homem moderno buscar no futuro a realização do presente e, no passado, a marca das experiências, sejam elas boas ou ruins. A psicanálise de Freud busca no inconsciente as origens dos problemas do homem. Seus medos, seus desejos, suas incertezas. E o caminho que percorremos para o entendimento de nós mesmos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Sonho da Lua



Uma coisa que aprendi nesses anos de estrada que chamamos de vida e não medir esforços para algo acontecer. O medo sempre virá, assim como as dúvidas, as incertezas, são todos necessário para o aprendizado. Já pensaram o quão perigoso seria uma vida sem medo? Ele é o nosso freio, é aquela força que te diz: “Opa! Vamos com calma que não é bem assim!”. Mas o que realmente importa é, sabendo de nossos limites, tentar realizar aquilo te faz (ou fará) feliz. O quê os outros pensam... bem, deixe eles pensarem. É da natureza humana.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Abra a Janela e Deixe a Brisa Entrar


A diretora Milagros Mumenthaler transmite com cuidado e serenidade uma história de prazeres e sofrimento em uma rede de convivência e aprendizado no longa Abrir Puertas y Ventanas (Argentina/Suíça, 2011). Mesmo não abordando um tema dos mais originais, o projeto é conduzido com alma e pode ser degustado como um chá mate. 


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cinematerapia


Hoje não amanheci bem. Sabe aqueles dias em que nada faz sentido? A cama, a luz, o banho, o prato, o sol, nada faz sentido. É tudo um imenso vazio. É como se eu estivesse preso no vácuo, uma espécie de "limbo sentimental". O desejo por desejar algo. Sei que o papo está meio caído essa semana, mas é justamente nesses momentos em que o cinema comprova a sua força. Porque, ao menos nos filmes, a emoção retorna. Posso então rir, chorar, sentir medo ou alívio. Cinema não é apenas arte, entretenimento ou criador de climas para possíveis “entendimentos”, mas também um produto curador de diversas mazelas. Principalmente as do espírito.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Uma Versão Oficial?


Sem dúvida a película argentina A História Oficial ("La Historia Oficial", Argentina, 1985), de Luis Puenzo, é uma grande obra. Não foi por acaso que conquistou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Porém, há um certo detalhe que ainda me intriga: durante o período ditatorial, tem como uma professora de história ser alienada ao que ocorre em seu país?


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Domingo À Tarde


É engraçado como tendemos a transferir nossos problemas para outras pessoas. Creio que isso é uma espécie de “defesa psíquica” mesmo sendo apenas um curioso da psicanálise (algum estudo de Freud talvez tenha a resposta). Como se não bastasse esse desvio de condutanatural, sentimos medo de tomar escolhas que mexam na estrutura de nossas relações. Temos medo da mudança e do incomodo que ela possa gerar. Caramba! Mais que papo caído, não é verdade? Passemos para o filme, antes que você pare de ler.


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