O retrato realista de uma sociedade argentina conturbada. Os
problemas e as injustiças decorrentes da desigualdade socioeconômica. A
violência, a corrupção, os maus tratos sofridos pela maioria dominada. Essa é a
grande característica de Pablo Trapero, um dos grandes nomes del nuevo
cine argentino. Seu recorte seco e preciso derrama o “sangue” argentino na
tela. Porém não se trata de “diretor-prostituto” – aquele que prostitui a
realidade tornando-a sensacionalista – e sim de um homem preocupado e insatisfeito
com a sociedade de seu país.
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Uma Santa Luta
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Pablo Trapero,
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Ricardo Darín
terça-feira, 16 de julho de 2013
A Natureza Perversa
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Luiz Carlos Rocha
É razoável concorda que nossas vidas são baseadas em métodos
que adotamos, ou seja, uma série de ações tomadas de acordo com princípios
privados. Teóricos dizem fazer parte de nossa cultura tal maneira de proceder,
daí os múltiplos métodos (ensino, política, economia, entrevista de emprego
etc.) mundo a fora.
O chamado
Método Grönholm consiste numa espécie de dinâmica de grupo onde são
avaliados não somente a capacidade de liderança ou a propensão de trabalho em
grupo mais também o comportamento do candidato frente a momentos de
adversidades e pressão. Trata-se de método fictício, é claro. Porém, é dessa
maneira que o autor catalão Jordi Galceran expõe o caráter do homem, na peça O Método Grönholm, quando testado em
competição (de sobrevivência).
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El Método,
Películas Doradas
terça-feira, 23 de abril de 2013
O Retrato da Grande Buenos Aires
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Luiz Carlos Rocha
Dentre tantos
nomes da nova geração do cinema argentino, o do cineasta Pablo Trapero se
destaca quando o tema é problemas sociais. Sua obra, visivelmente
influenciada pelos grandes mestres do Neorrealismo Italiano, assemelha-se com os
filmes eternizados por Vittorio De Sica (“Ladrões de Bicicleta”, “Umberto D.”, “Milagre
em Milão”).
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Pablo Trapero,
Películas Doradas
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Revolução na Terceira Idade
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Unknown
REEDIÇÃO DO TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 20/10/2011, DURANTE O FESTIVAL DO RIO.
O que levaria os velhinhos de um asilo a se rebelarem contra a tirania de um enfermeiro substituto? No caso do filme Juan e A Bailarina (Argentina/Brasil, 2011), o furor é causado por uma notícia um tanto quanto surreal: a descoberta de um clone adulto de Jesus Cristo. Mas vamos ao princípio da trama: a amável enfermeira Rosa está prestes a tirar férias e, como faz todos os anos nesse período, sai escondida deixando seu filho em seu lugar. Apelidado de "A Bruxa" pelos internos, o rapaz logo prova ser merecedor do apelido, e inferniza a vida dos aposentados, os deixando até mesmo sem sua maior distração: a televisão.
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Juan e A Bailarina
terça-feira, 9 de abril de 2013
Uma Declaração de Amor
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Luiz Carlos Rocha
Uma coisa que não podemos
contestar é a incrível capacidade que Juan José Campanella tem de nos
emocionar. Seus filmes são o retrato de uma sociedade cada vez mais frenética
e, quem sabe, cruel. A vida moderna das cidades, o grande fluxo de informações,
o excesso de responsabilidades que nos impedem de conhecermos a nós mesmos e
aos que nos circundam. É uma espécie de viseira, limitando a nossa visão
periférica. Apenas vemos aquilo que está à nossa frente. Assim é a obra de
grande cineasta argentino.
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Ricardo Darín
terça-feira, 2 de abril de 2013
Uma Comédia Virtual
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Luiz Carlos Rocha
Em tempos de
lucro a todo custo, muitos estúdios vem apostando no segmento da comédia, que
atrai milhões de espectadores aqui no Brasil (“E Aí, Comeu?”, “De Pernas Para o
Ar 2”, “Até Que a Sorte Nos Separe” etc.) e no mundo. Estas produções são
vistas pelos críticos como um chamariz de bilheteria, apesar de não
acrescentar para a formação de uma “identidade” cinematográfica brasileira. O
motivo dessa repercussão é o formato semelhante ao apresentado na TV, o que
gera um sentimento de familiarização com a obra a ser exibida.
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terça-feira, 26 de março de 2013
Para Abrir Os Olhos
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Luiz Carlos Rocha
Charles Chaplin costumava dizer que “a vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando
vista de longe”. Nesse sentido, o diretor e roteirista argentino Sebastián
Borensztein nos mostra o quanto é difícil lidar com a perda repentina e a
reclusão voluntária que vem em seguida. Quase um estudo freudiano, o qual
aponta que, em momentos de frustação, usamos do escapismo, seja pelas
substâncias químicas, isolamento, expressão artística, meditação. Temos uma
série de subterfúgios, porém são todas modalidades de fuga do problema. O não
enfrentamento leva ao que chamamos imaturidade emocional e é nessa premissa que
se baseia a tragicomédia Um Conto Chinês
(“Un Cuento Chino”, 2011, Argentina).
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Um Conto Chinês
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Equívoco Perfeito: De Hobbes a Bielinky
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Iniciando a carreira em longas-metragens
de maneira brilhante com o filme Nove
Rainhas (“Nueve Reinas”, 2000, Argentina) que, quatro anos depois, ganhou
um remake hollywoodiano financiado
pela produtora de Goerge Clooney e Steven Soderbergh, em A Aura (“El Aura”, 2005, Argentina), Fabián Bielinsky tentou manter
a sua marca apostando, mais uma vez, na parceria com o ator Ricardo Darín. O
que deu certo. A história tem um caráter dinâmico e surpreendente, que entretém
e aguça o pensamento do público.
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Fabián Bielinsky,
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O Que Dizem Os Olhos?
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Luiz Carlos Rocha
Assistir os filmes do diretor
argentino Juan José Campanella é sempre uma experiência emocionante. Choramos,
sorrimos, enraivecemos e sentimos pena. Uma verdadeira montanha-russa
sentimental. São o que chamamos de filmes “redondos” – história bem construída
com um personagem carismático e um fim que fecha toda a trama – os quais,
geralmente, saímos com uma sensação agradável após a exibição.
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Juan José Campanella,
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Ricardo Darín
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Uma Chuva Com Amor
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O Mesmo
Amor, A Mesma Chuva (“El Mismo Amor, La Misma Lluvia”, 1999,
Argentina) é o quarto longa-metragem dirigido por Juan José Campanella. Como se não bastasse, é também o
primeiro trabalho do diretor com os atores Ricardo Darín e Soledad Villamil.
Esse trio viria a dar excelentes frutos ao cinema argentino, mas isso é assunto
que trataremos no futuro não tão distante. Então, voltemos para o nosso filme.
Como o título já adianta, trata-se de uma história de amor, regada com humor e
uma pitada de drama.
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Juan José Campanella,
O mesmo amor a mesma chuva,
Películas Doradas
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Direito Divino ou Adquirido?
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O diretor argentino Pablo Trapero, acostumado a levar para a grande tela temas relacionados a problemas sociais portenhos, tem em Leonera (Argentina, 2008) a dura missão de abordar a maternidade dentro do sistema prisional. O um milhão de dólares gastos para a sua produção foram muito bem distribuídos, dando ao filme seu realismo necessário.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
Ser ou Não Ser
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Um filme capaz de provocar sensações inversamente proporcionais em inúmeros espectadores. Uns o chamam de belo, outros de escandalizador e ainda têm aqueles que o julgam equivocado. XXY (Argentina, 2007) da diretora argentina Lucía Puenzo é um deles. Recebeu diversos nos festivais por onde passou, como o Goya de Melhor Filme Estrangeiro de Língua Espanhola, o da Semana da Crítica em Cannes, Melhor Filme no Festival de Bangkok.
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XXY
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O que será do futuro?
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Luiz Carlos Rocha
Conta a história que, por volta do ano de 1962, o cartunista
argentino Quino foi convidado por Miguel Brascó para trabalhar numa campanha
publicitária de eletrodomésticos. Ela circularia no meio impresso argentino e
seria feita por histórias em quadrinhos. Assim, nasceu os primeiros esboços daquela
que seria a principal personagem dos quadrinhos da América-latina. A campanha
naufragou, mas a personagem não morreu. Algumas adaptações foram feitas e, com
isso, estreava, no jornal Clarín: Mafalda.
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O mundo de Mafalda,
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Quino
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O Passado Ainda Vive
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Luiz Carlos Rocha
Passado e futuro sempre foram os terrenos de nossas maiores
angústias e insatisfações. É próprio do homem moderno buscar no futuro a
realização do presente e, no passado, a marca das experiências, sejam elas boas
ou ruins. A psicanálise de Freud busca no inconsciente as origens dos problemas
do homem. Seus medos, seus desejos, suas incertezas. E o caminho que
percorremos para o entendimento de nós mesmos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
O Sonho da Lua
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Luiz Carlos Rocha
Uma coisa que aprendi nesses anos de estrada que chamamos de
vida e não medir esforços para algo acontecer. O medo sempre virá, assim como
as dúvidas, as incertezas, são todos necessário para o aprendizado. Já pensaram
o quão perigoso seria uma vida sem medo? Ele é o nosso freio, é aquela força
que te diz: “Opa! Vamos com calma que não é bem assim!”. Mas o que realmente
importa é, sabendo de nossos limites, tentar realizar aquilo te faz (ou fará)
feliz. O quê os outros pensam... bem, deixe eles pensarem. É da natureza
humana.
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Clube da Lua,
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drama,
filme,
Juan José Campanella,
Películas Doradas
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Abra a Janela e Deixe a Brisa Entrar
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Victor Rocha
A diretora Milagros Mumenthaler transmite com cuidado e serenidade uma história de prazeres e sofrimento em uma rede de convivência e aprendizado no longa Abrir Puertas y Ventanas (Argentina/Suíça, 2011). Mesmo não abordando um tema dos mais originais, o projeto é conduzido com alma e pode ser degustado como um chá mate.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Cinematerapia
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Luiz Carlos Rocha
Hoje não amanheci bem. Sabe aqueles dias em que nada faz sentido? A cama, a luz, o banho, o prato, o sol, nada faz sentido. É tudo um imenso vazio. É como se eu estivesse preso no vácuo, uma espécie de "limbo sentimental". O desejo por desejar algo. Sei que o papo está meio caído essa semana, mas é justamente nesses momentos em que o cinema comprova a sua força. Porque, ao menos nos filmes, a emoção retorna. Posso então rir, chorar, sentir medo ou alívio. Cinema não é apenas arte, entretenimento ou criador de climas para possíveis “entendimentos”, mas também um produto curador de diversas mazelas. Principalmente as do espírito.
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comédia romântica,
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Juan Taratuto,
Não É Você Sou Eu,
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Uma Versão Oficial?
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Luiz Carlos Rocha
Sem dúvida a película argentina A História Oficial ("La Historia Oficial", Argentina, 1985), de Luis Puenzo, é uma grande obra. Não foi por acaso que conquistou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Porém, há um certo detalhe que ainda me intriga: durante o período ditatorial, tem como uma professora de história ser alienada ao que ocorre em seu país?
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A História Oficial,
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Películas Doradas
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Domingo À Tarde
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Luiz Carlos Rocha
É engraçado como tendemos a transferir nossos problemas para outras pessoas. Creio que isso é uma espécie de “defesa psíquica” mesmo sendo apenas um curioso da psicanálise (algum estudo de Freud talvez tenha a resposta). Como se não bastasse esse desvio de condutanatural, sentimos medo de tomar escolhas que mexam na estrutura de nossas relações. Temos medo da mudança e do incomodo que ela possa gerar. Caramba! Mais que papo caído, não é verdade? Passemos para o filme, antes que você pare de ler.
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filme,
Películas Doradas,
Um Namorado Para Minha Mulher
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