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terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma Santa Luta


O retrato realista de uma sociedade argentina conturbada. Os problemas e as injustiças decorrentes da desigualdade socioeconômica. A violência, a corrupção, os maus tratos sofridos pela maioria dominada. Essa é a grande característica de Pablo Trapero, um dos grandes nomes del nuevo cine argentino. Seu recorte seco e preciso derrama o “sangue” argentino na tela. Porém não se trata de “diretor-prostituto” – aquele que prostitui a realidade tornando-a sensacionalista – e sim de um homem preocupado e insatisfeito com a sociedade de seu país.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Bielinsky: Da Crise Se Faz o Marco



Com bons roteiros que retratam a realidade argentina mesclando com a dinâmica das escolas americanas, o cinema argentino vem conquistando um público cada vez maior, aqui em terras brasileiras. Filmes como O Segredo dos Seus Olhos (“El Secreto de Sus Ojos”, 2009), Medianeiras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual (“Medianeras”, 2011), Um Conto Chinês (“Un Cuento Chino”, 2011), demonstram a força e a aceitação do chamado “novo cinema” argentino. Mas quando surgiu esse “novo cinema”?



terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma Declaração de Amor




Uma coisa que não podemos contestar é a incrível capacidade que Juan José Campanella tem de nos emocionar. Seus filmes são o retrato de uma sociedade cada vez mais frenética e, quem sabe, cruel. A vida moderna das cidades, o grande fluxo de informações, o excesso de responsabilidades que nos impedem de conhecermos a nós mesmos e aos que nos circundam. É uma espécie de viseira, limitando a nossa visão periférica. Apenas vemos aquilo que está à nossa frente. Assim é a obra de grande cineasta argentino.


terça-feira, 26 de março de 2013

Para Abrir Os Olhos

Charles Chaplin costumava dizer que “a vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe”. Nesse sentido, o diretor e roteirista argentino Sebastián Borensztein nos mostra o quanto é difícil lidar com a perda repentina e a reclusão voluntária que vem em seguida. Quase um estudo freudiano, o qual aponta que, em momentos de frustação, usamos do escapismo, seja pelas substâncias químicas, isolamento, expressão artística, meditação. Temos uma série de subterfúgios, porém são todas modalidades de fuga do problema. O não enfrentamento leva ao que chamamos imaturidade emocional e é nessa premissa que se baseia a tragicomédia Um Conto Chinês (“Un Cuento Chino”, 2011, Argentina).


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Que Dizem Os Olhos?



Assistir os filmes do diretor argentino Juan José Campanella é sempre uma experiência emocionante. Choramos, sorrimos, enraivecemos e sentimos pena. Uma verdadeira montanha-russa sentimental. São o que chamamos de filmes “redondos” – história bem construída com um personagem carismático e um fim que fecha toda a trama – os quais, geralmente, saímos com uma sensação agradável após a exibição.

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