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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

One Direction Surpreendente

Vivemos em uma época imediatista em que artistas com poucos anos de estrada já ganham filmes que "celebram" o seu sucesso. Aconteceu com Justin Bieber, Hannah Montana, Jonas Brothers... e agora, One Direction. A banda, revelada em um reality show, ainda não tem muita história para contar, mas é possível dizer que One Direction: This is Us (EUA, 2013) é um filme bem feito e honesto. "Bem feito" porque ele parece que não foi realizado de qualquer jeito, não é só um caça-níquel que vai tirar alguns trocados das fãs pré-adolescentes que, de qualquer maneira, iriam ao cinema para assistirem aos seus ídolos.



Google Invade os Cinemas

Talvez, Os Estagiários (The Internship, EUA, 2013) seja um dos maiores casos de merchandising na história do cinema.  O filme inteiro fala sobre como é legal trabalhar na Google. De acordo com o longa, la é quase a Disneylândia dos escritórios: Tem comida liberada, espaços para soneca, aulas de dança, um escorrega e até partidas de quadribol, o popular jogo do Harry Potter.


Cinema Universitário

Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti são um grupo de amigos que se reuniram com um objetivo em comum: fazer cinema. Após conseguirem certa notoriedade (e prêmios) com "Estrada para Ythaca", o quarteto conseguiu lançar mais dois filmes em circuito comercial. Um feito realmente incrível para um grupo de cineastas que não estão preocupados em agradar ninguém: os seus filmes são direcionados para um público muito, MUITO restrito. Trata-se daqueles  longas difíceis que muitos odeiam e até abandonam o cinema no meio da projeção. Afinal de contas, poucos possuem "bagagem intelectual" para acompanharem os filmes dessa galera. Ou melhor, eu diria que as pessoas não tem PACIÊNCIA mesmo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Pior Filme do Ano?

Alguns longas não merecem estrear na tela grande e este é o caso desse A Brasileira ("The Brazilian", EUA/Brasil, 2013), uma co-produção entre Brasil e Estados Unidos que tem a maior cara de filme lançado direto em DVD. Tudo no filme é tosco. Aliás, tosco é pouco. Tudo é muito amador e o roteiro parece que saiu da cabeça de alguém com o QI abaixo de zero.


Se Puder... Fuja!

SE PUDER...DIRIJA! (Brasil, 2013) é o primeiro filme nacional live action filmado em 3D. E se algum dia esse filme for lembrado, será só por isso mesmo. O resto, é melhor esquecer. O diretor Paulo Fontenelle, após dois documentários, decidiu (sem sucesso) se aventurar no terreno da comédia. Infelizmente, o seu filme, além de sofrível, não tem a mínima graça.



sábado, 17 de agosto de 2013

Lugar Qualquer

Gramado fica no Brasil, mas pela proximidade, é praticamente um parquinho para os argentinos. Bem na fronteira do que é um filme nacional e estrangeiro está A Oeste do Fim do Mundo (Argentina/Brasil, 2012). Equipe brasileira, deserto argentino, e César Troncoso, nos leva para o meio do nada para tratar das relações humanas. Embora não se destaque em nenhum dos aspectos, ele faz tudo direitinho e serve como um bom exemplo sobre o que há de melhor no nosso cinema e dos hemanos.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ressaca Moral

É claro que sempre depois da Sbornia vem a ressaca. E não existe ressaca maior que a de primeiro de janeiro. Em Primeiro Dia de Um Ano Qualquer (Brasil, 2012) o dramaturgo Domingues de Oliveira aproveita essa ressaca moral para discutir sobre a Vida, o Universo, e Tudo Mais!

Odisséia Paulistana

Pretensioso, maluco e cool! Os Amigos (Brasil, 2013) não se desculpa pelo que é e parte para fazer a sua mágica. Ele segue numa linha tradicional até que decide se esculhambar e fica mais legal ainda!


“O roteiro começou sobre um dia na vida de um arquiteto. Aí eu fui ler um poema de João Cabral de Melo Neto chamado ‘Fábula de um Arquiteto’, que fala que as portas viram portas de fechar e não de abrir. E é por isso que esse personagem ta passando: ele ta chato, ele ta banana, ele perdeu esse frescor. A morte do amigo faz ele voltar a essa idade em que as portas ainda são abertas. Por isso que as crianças tem uma presença importante.” É o que explica a diretora Lina Chamie sobre a gênese do projeto.


“Eu li esse roteiro e pensei: ‘essa mulher ta louca’. Achei que o roteiro a gente ia mudando ao longo da filmagem. Aí quando vi l filme ele é exatamente o que tava no papel.” Explica o ator protagonista Marco Ricca. Além de tudo, Os Amigos é inspirado na amizade que ele leva com a diretora. O ator também parte para tecer um elogio sobre a forma de dirigir da amiga: “É de um rigor absoluto. Ela tinha muito claro o que ela queria, da obra. É talvez a diretora que mais me dirige.”


O dia em uma metrópole como são paulo mais parece com um épico grego. Essa é a premissa inicial do filme. Mas aí ele parte para uma autocrítica pessoal e cinematográfica que deixariam Buñuel orgulhoso. É um roteiro divertido e engenhoso, são reflexões muito bem elaboradas que deixam um sorriso na cara. Embora algumas pirações acabem muito malucas e até desnecessárias, o clima de "irado!" não se perde.


A narrativa principal foca em um arquiteto por SP que lida com a perda de seu amigo de infância. Mas A mise en scene se divide entre , uma montagem infantil de "A Odisséia" e animais no zoológico. Um dos princiais elementos do filme é o uso de crianças. O filme beira a um filme infantil, ao mesmo tempo que trata de temas sérios. Ainda assim, a Lina é categórica ao explicar porque o não considera Os Amigos um filme infantil: “É um filme que fala de perda, e crianças tiveram que se despedir pouco. Exceto aquelas que assistiram ‘Bambi’.” brinca ela.


Nas próprias palavras da diretora: "É um filme carinhoso. E sem carinho não resta nada!" Está certíssima. Os afetos desse filme nos marcam, e relembram uma coisa há muito tempo perdida.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Flores de Chumbo

Repare bem (“Les Yeux de Barcuri” França Itália Brasil, 2013) é uma emotiva viagem por uma sofrida história pelos olhos de quem viveu de perto um dos momentos mais difíceis da América Latina. Uma história muito pesada com depoimentos que prometem emocionar, ou pelo menos abalar, o espectador. Apesar dessa forte carga emocional, em aspectos técnicos o filme deixa a desejar.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Esconda Seus Louboutins


Sophia Coppola volta aos cinema com BLING RING – A GANGUE DE HOLLYWOOD (The Bling Ring, 2013, EUA). Depois do interessante “Um Lugar Qualquer (2010)” a diretora americana decide lançar um filme para agradar a outra parcela da classe média alta (muito alta) que ela não alcançou com os planos contemplativos da atriz Elle Fanning: a parte alienada da classe média alta (muito alta). Vou citar alguns elementos que chamam a atenção desse nicho, não se martirize se algum dos itens a seguir te interessar: Louboutins, Chanel, Gucci, Tiffany, Cartier, Marc Jacobs, drinks coloridos, Paris Hilton, Orlando Bloom, Lindsay Lohan, muita grana e Emma Watson (mais gata do que nunca). Se suas pupilas dilataram com qualquer um desses exemplos: corre pro cinema. 


Superexposto

É agradável saber que um dos maiores fotógrafos do mundo é brasileiro, mesmo que poucas pessoas saibam disso. O trabalho de Sebastião Salgado une beleza com crítica social em fotografias que, por bem ou por mal, deixam você de queixo caído. Revelando Sebastião Salgado (Brasil, 2013) se propõe a jogar uma luz não só no trabalho dele, mas também na pessoa que fica com o dedo no disparador. Um documentário que pode ter ficado demais na moldura, mas que mesmo assim deu o enquadramento certo para essa paisagem.

Festa Estranha com Gente Esquisita

Venimos de Muy Lejos (Argentina, 2012) vai te assustar, não importa quantos filmes bizarros você tenha visto antes. Ele bebe de várias fontes diferentes: Documentário? Ficção? Metafilme? Fantoches? O resultado disso é um pastiche inusitado que consegue ficar no lado bom da coisa. Muito provavelmente você vai sair dele com a mesma reação que eu tive: “Que filme louco, meu!”


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tango do Incesto

O cinema já contou-nos histórias muito estranhas. Geralmente, elas eram ficcionais. O que torna muito mais estranho a teoria (conspiratória?) do doc El Padre de Gardel (Uruguai, 2013). Um documentário com um segredo muito louco que acaba ficando perdido no meio de muitas coisas desinteressantes.



domingo, 11 de agosto de 2013

Limbo Cinematográfico

Sabe aqueles assuntos complicados, tipo política, religião e futebol, que transformam conversas de bar em guerras épicas? Justamente por seu potencial polêmico, são abordados com frequência pelo cinema. Infelizmente, muitas vezes o resultado final não é dos melhores. No caso de ÉDEN (Brasil, 2012), identificar as qualidades do filme é tão fácil quanto identificar seus defeitos, e de certa forma eles se equivalem, produzindo um resultado curioso que fica numa espécie de limbo cinematográfico.

Fora de seu Elemento

Muitas vezes vemos filmes biográficos, ou até baseado em fatos reais, preconizarem a sua veracidade em detrimento à narrativa ou poesia. Esse não é o caso de La Puerta de Hierro, el exílio de Perón (Argentina, 2012). Em sua superfície, pode até parecer que ele fala sobre os anos de exílio do presidente argentino em Madrid. O que o filme faz é pegar essa história para falar sobre o legado que um homem deixa para a sua sobrevida, e com isso aproveita para criticar a situação política da Argentina.

No dia do seu septuagésimo sétimo (77) aniversário, Juan Domingos Perón toma o dia para narrar as suas desventuras políticas em um gravador para sua alfaiate. Sucede um relato de seu exílio desde que o peronismo foi deposto, aproveitando para falar sobre as intrigas internas em sua casa, a nova esposa dondoca, e insurreição à distância. O verdadeiro mérito do filme é conseguir transcender seu gênero para falar de política sem perder o conflito humano de um homem fragilizado pelo tempo e pela perda.

O que realmente nos prende é o conflito interno de Perón, interpretado por Víctor Laplace, que mais parece um Tony Ramos argentino. Fica fácil de sentir empatia por ele: um homem perseguido por seu passado político, indo contra todos no seu desejo de regresso à Argentina, e ainda sofrendo a perda de sua antiga mulher. O mais bonito é a relação que ele constrói com sua alfaiate, uma relação paternal com quem já é pai de uma nação.

Fotografias tendem a passar despercebidas, mas essa merece tomar o palanque. Luz e enquadramento se unem para tornar um filme já bonito belíssimo. As locações, apesar de serem em grande parte uma casa, também possuem variedade. Mise-en-scene também está a par de tudo. O que acontece bastante são metáforas e simbolismos que, apesar de óbvios e meio bregas, conseguem passar a mensagem com clareza.


Dificilmente vemos um filme com tanta poesia, principalmente um que é baseado em fatos reais, e ainda mais um com política como pano de fundo. Não precisa conhecer a história do presidente tem ter inclinação política com ele para entrar na obra, mesmo assim, a maior figura política nela ainda é Evita Perón. Dizem que um homem tem que escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore antes de morrer. Perón fez tudo isso.

sábado, 10 de agosto de 2013

Flores de Plástico

Toda vez que fazem um filme autobiográfico parece que alguém vai se revirar no túmulo. Dessa vez parece que foi a vez de Elizabeth Bishop e Lota de Machado de se revirarem juntas, mas separadas. Flores Raras (Brasil, 2013) quer ser uma produção cosmopolita que quer falar sobre um triangulo amoroso lésbico, as intrigas políticas de um Brasil pré-golpe e contar paralelamente a vida da poeta e da arquiteta.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Transformers e Megazords

O primeiro "Transformers" era um filme divertido que continha ação, aventura, comédia e uma Megan Fox devidamente escalada para o papel de gostosa. O diretor Michael Bay parecer ter  noção de que um filme sobre carros que se transformam em monstros de aço, definitivamente, não é sério. Parece que faltou um pouco dessa descontração em Guilherme Del Toro nesse Círculo de Fogo ("Pacific Rim", EUA, 2013), um filme caro (e pretensioso) que se acha grande coisa. E não é.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Especulação Imobiliária

O cinema nacional anda se profissionalizando em fazer comédias pastelões que mais parecem um especial de fim de ano da Globo. Este é o caso de Vendo ou Alugo (Brasil, 2012), uma comédia sobre quatro dondocas falidas que tentam, a qualquer custo, venderem o seu imóvel precário localizado no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro. Os rostinhos famosos e as situações novelescas dão todo um ar de sitcom para o novo filme de Betse de Paula, uma diretora que, segundo sua própria definição, ficou "invisível" por mais de dez anos.


Uma estranha no ninho.

É verdade que as narrativas representativas industriais (ou N.R.I.) passaram por um boom qualitativo nos últimos dez anos pra cá. Hollywood estar aprendendo com a sua concorrência ideológica só faz piorar o fato de que o cinema não representativo está passando por maus bocados. Camille Claudel, 1915 ("Camille Claudel, 1915" França, 2013) é um microcosmo de tudo que já de errado com o cinema autoral que está sendo produzido ao redor do mundo.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Velhos (?) Amigos

Na continuação de “RED Aposentados e Perigosos (2010)”, Frank Moses procura se adaptar ao estilo de vida dos civis. Ou seja, encontrar uma rotina um tanto quanto monótona no mundo que as maiores preocupações são os artigos que comprar para casa e o que fazer para o jantar. Mas sua amada Sarah se mostra um tanto entediada, aborrecida, com a tal rotina. Até o momento que Marvin aparece com sua paranóia.

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