Os homens latinos de hoje estão muito introspectivos. Todos precisando de uma figura feminina que tirem nos das apatias. O que aconteceu a oeste do fim do mundo se repete em Cazando Luciernagas (Colombia, 2013). Um filme bonitinho, com muito coração, mas que acaba sendo prejudicado pela semelhança com o argentino.
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sábado, 17 de agosto de 2013
Estranhamente Familiar
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Pedro Henrique Barros
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Gramado 2013
Lugar Qualquer
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Pedro Henrique Barros
Gramado fica no Brasil, mas pela proximidade, é praticamente um parquinho para os argentinos. Bem na fronteira do que é um filme nacional e estrangeiro está A Oeste do Fim do Mundo (Argentina/Brasil, 2012). Equipe brasileira, deserto argentino, e César Troncoso, nos leva para o meio do nada para tratar das relações humanas. Embora não se destaque em nenhum dos aspectos, ele faz tudo direitinho e serve como um bom exemplo sobre o que há de melhor no nosso cinema e dos hemanos.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Odisséia Paulistana
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Pedro Henrique Barros
Pretensioso, maluco e cool! Os Amigos (Brasil, 2013) não se desculpa pelo que é e parte para fazer a sua mágica. Ele segue numa linha tradicional até que decide se esculhambar e fica mais legal ainda!
“O roteiro começou sobre um dia na vida de um arquiteto. Aí eu fui ler um poema de João Cabral de Melo Neto chamado ‘Fábula de um Arquiteto’, que fala que as portas viram portas de fechar e não de abrir. E é por isso que esse personagem ta passando: ele ta chato, ele ta banana, ele perdeu esse frescor. A morte do amigo faz ele voltar a essa idade em que as portas ainda são abertas. Por isso que as crianças tem uma presença importante.” É o que explica a diretora Lina Chamie sobre a gênese do projeto.
“Eu li esse roteiro e pensei: ‘essa mulher ta louca’. Achei que o roteiro a gente ia mudando ao longo da filmagem. Aí quando vi l filme ele é exatamente o que tava no papel.” Explica o ator protagonista Marco Ricca. Além de tudo, Os Amigos é inspirado na amizade que ele leva com a diretora. O ator também parte para tecer um elogio sobre a forma de dirigir da amiga: “É de um rigor absoluto. Ela tinha muito claro o que ela queria, da obra. É talvez a diretora que mais me dirige.”
O dia em uma metrópole como são paulo mais parece com um épico grego. Essa é a premissa inicial do filme. Mas aí ele parte para uma autocrítica pessoal e cinematográfica que deixariam Buñuel orgulhoso. É um roteiro divertido e engenhoso, são reflexões muito bem elaboradas que deixam um sorriso na cara. Embora algumas pirações acabem muito malucas e até desnecessárias, o clima de "irado!" não se perde.
A narrativa principal foca em um arquiteto por SP que lida com a perda de seu amigo de infância. Mas A mise en scene se divide entre , uma montagem infantil de "A Odisséia" e animais no zoológico. Um dos princiais elementos do filme é o uso de crianças. O filme beira a um filme infantil, ao mesmo tempo que trata de temas sérios. Ainda assim, a Lina é categórica ao explicar porque o não considera Os Amigos um filme infantil: “É um filme que fala de perda, e crianças tiveram que se despedir pouco. Exceto aquelas que assistiram ‘Bambi’.” brinca ela.
Nas próprias palavras da diretora: "É um filme carinhoso. E sem carinho não resta nada!" Está certíssima. Os afetos desse filme nos marcam, e relembram uma coisa há muito tempo perdida.

A narrativa principal foca em um arquiteto por SP que lida com a perda de seu amigo de infância. Mas A mise en scene se divide entre , uma montagem infantil de "A Odisséia" e animais no zoológico. Um dos princiais elementos do filme é o uso de crianças. O filme beira a um filme infantil, ao mesmo tempo que trata de temas sérios. Ainda assim, a Lina é categórica ao explicar porque o não considera Os Amigos um filme infantil: “É um filme que fala de perda, e crianças tiveram que se despedir pouco. Exceto aquelas que assistiram ‘Bambi’.” brinca ela.
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Os Amigos
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Superexposto
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Pedro Henrique Barros
É agradável saber que um dos maiores fotógrafos do mundo é brasileiro, mesmo que poucas pessoas saibam disso. O trabalho de Sebastião Salgado une beleza com crítica social em fotografias que, por bem ou por mal, deixam você de queixo caído. Revelando Sebastião Salgado (Brasil, 2013) se propõe a jogar uma luz não só no trabalho dele, mas também na pessoa que fica com o dedo no disparador. Um documentário que pode ter ficado demais na moldura, mas que mesmo assim deu o enquadramento certo para essa paisagem.
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Revelando Sebastião Salgado
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Tango do Incesto
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domingo, 11 de agosto de 2013
Uma Coletiva com Perón
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Para falar sobre o filme Puerta de Hierro, El Exílio de Perón (Argentina, 2012) nada melhor do que o próprio Perón. Demorou um pouquinho para bater que o diretor do filme, Victor Laplace, também era o seu ator principal. Já tendo interpretado Juan Perón antes no filme Eva Perón (não o da Madonna, o argentino), ele volta pra frente e pra trás das câmeras 6 anos depois para fazer o personagem bem mais velho.
Se tratando de inclinações políticas, o diretor é enfático em dizer: “¡Soy Peronista!”.
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Puerta de Hierro
sábado, 10 de agosto de 2013
Flores do Mesmo Nicho
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Pedro Henrique Barros
Os tempos não estão fáceis para ninguém! É só isso que se pode pensar quando o Clã Barreto tem dificuldade para achar patrocínio para o seu último filme. O longa em questão é Flores Raras (Brasil, 2013), que trata sobre a relação lésbica entre Lota de Macedo Soares e Elizabeth Bishop. Na coletiva que abriu o ciclo de entrevistas do 41º Festival de Gramado, a família falou sobre como foi o trabalho no filme que abriu o festival na noite anterior, e não deixou de mostrar sua insatisfação com a dificuldade de se fazer um filme no Brasil. Segundo as produtoras Lucy Barreto, Paula Barreto, e até pelo diretor Bruno Barreto, o problema veio das empresas de apoiarem um filme com temática homossexual.
“A gente ainda vive em um país muito conservador.” Nisso, Bruno Barreto é enfático. Muitas das empresas a que eles procuraram até demonstraram interesse em apoiar a produção, mas o incentivo nunca ia muito longe. O que levou ao ponto deles mesmo terem que financiar o filme para que ele saísse do papel. Paula Barreto até aproveita essa dificuldade para fazer uma crítica às empresas: “Nas publicidades elas até se direcionam para o público negro ou homossexual, mas na hora de apoiar um produto cultural direcionado para esses públicos eles não fazem.”
O projeto começou quando a matriarca da família, Lucy Barreto, comprou os direitos da adaptação do livro “Flores Raras e Banalíssimas” de Carmen Oliveira. Logo, a segunda pessoa a entrar foi a atriz Glória Pires. Que foi homenageada na noite passada com o prêmio Oscarito pelo conjunto da sua obra. Foi somente depois que a filha Paula Barreto entrou no projeto como produtora, e mais pra frente que o filme chamou atenção do seu diretor, o outro filho Bruno Barreto.
A estrela da noite sem dúvida foi Glória, que, além de receber o prêmio, também co-protagonizou o filme ao lado das atrizes internacionais Miranda Otto e Tracy Middendorf. A atriz confessa que nunca tinha lido um poema da Elizabeth Bishop antes, com quem sua personagem tem um caso lésbico. “Eu sempre amei poesia, mas só fui conhecer os poemas da Elizabeth Bishop quando entrei no projeto, aí eu me apaixonei. O Bruno me apresentou e eu agradeço ele por isso.” Ela também complementa que achou muito interessante fazer o papel de Lota, por ser uma mulher muito máscula que também possuía a sua fragilidade. “Ela tava lá com os peões de construção, tinha essa brodagem com eles. Mas não abria mão de sua porcelana inglesa dentro do barracão de construção.”
Outro prêmio intimamente ligado a este filme é o bolo de aniversário da LC Barreto, produtora que completa 50 anos em 2013. Em toda essa estrada, uma coisa que Lucy Barreto é categórica em afirmar é que já foi bem mais fácil de fazer cinema no Brasil. “Nos anos 70 e 80 estávamos na Era de Ouro do cinema brasileiro. Mas aí veio a Era Collor e a Era Lula e pararam de se distinguir as grandes produções das produções pequenas.”
“A gente ainda vive em um país muito conservador.” Nisso, Bruno Barreto é enfático. Muitas das empresas a que eles procuraram até demonstraram interesse em apoiar a produção, mas o incentivo nunca ia muito longe. O que levou ao ponto deles mesmo terem que financiar o filme para que ele saísse do papel. Paula Barreto até aproveita essa dificuldade para fazer uma crítica às empresas: “Nas publicidades elas até se direcionam para o público negro ou homossexual, mas na hora de apoiar um produto cultural direcionado para esses públicos eles não fazem.”
O projeto começou quando a matriarca da família, Lucy Barreto, comprou os direitos da adaptação do livro “Flores Raras e Banalíssimas” de Carmen Oliveira. Logo, a segunda pessoa a entrar foi a atriz Glória Pires. Que foi homenageada na noite passada com o prêmio Oscarito pelo conjunto da sua obra. Foi somente depois que a filha Paula Barreto entrou no projeto como produtora, e mais pra frente que o filme chamou atenção do seu diretor, o outro filho Bruno Barreto.
A estrela da noite sem dúvida foi Glória, que, além de receber o prêmio, também co-protagonizou o filme ao lado das atrizes internacionais Miranda Otto e Tracy Middendorf. A atriz confessa que nunca tinha lido um poema da Elizabeth Bishop antes, com quem sua personagem tem um caso lésbico. “Eu sempre amei poesia, mas só fui conhecer os poemas da Elizabeth Bishop quando entrei no projeto, aí eu me apaixonei. O Bruno me apresentou e eu agradeço ele por isso.” Ela também complementa que achou muito interessante fazer o papel de Lota, por ser uma mulher muito máscula que também possuía a sua fragilidade. “Ela tava lá com os peões de construção, tinha essa brodagem com eles. Mas não abria mão de sua porcelana inglesa dentro do barracão de construção.”
Outro prêmio intimamente ligado a este filme é o bolo de aniversário da LC Barreto, produtora que completa 50 anos em 2013. Em toda essa estrada, uma coisa que Lucy Barreto é categórica em afirmar é que já foi bem mais fácil de fazer cinema no Brasil. “Nos anos 70 e 80 estávamos na Era de Ouro do cinema brasileiro. Mas aí veio a Era Collor e a Era Lula e pararam de se distinguir as grandes produções das produções pequenas.”
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Gramado 2013
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