Mostrando postagens com marcador drama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drama. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cinema Universitário

Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti são um grupo de amigos que se reuniram com um objetivo em comum: fazer cinema. Após conseguirem certa notoriedade (e prêmios) com "Estrada para Ythaca", o quarteto conseguiu lançar mais dois filmes em circuito comercial. Um feito realmente incrível para um grupo de cineastas que não estão preocupados em agradar ninguém: os seus filmes são direcionados para um público muito, MUITO restrito. Trata-se daqueles  longas difíceis que muitos odeiam e até abandonam o cinema no meio da projeção. Afinal de contas, poucos possuem "bagagem intelectual" para acompanharem os filmes dessa galera. Ou melhor, eu diria que as pessoas não tem PACIÊNCIA mesmo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Uma estranha no ninho.

É verdade que as narrativas representativas industriais (ou N.R.I.) passaram por um boom qualitativo nos últimos dez anos pra cá. Hollywood estar aprendendo com a sua concorrência ideológica só faz piorar o fato de que o cinema não representativo está passando por maus bocados. Camille Claudel, 1915 ("Camille Claudel, 1915" França, 2013) é um microcosmo de tudo que já de errado com o cinema autoral que está sendo produzido ao redor do mundo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Suspense Sem Surpresas

Chega aos cinemas o novo filme de Ricardo Darín, ator queridinho do cinema argentino contemporâneo, que tem se destacado em bons projetos nos últimos anos. Tese Sobre Um Homicídio (Tesis Sobre Un Homicidio, Argentina/Espanha) não é diferente. O thriller policial não surpreende, mas carrega com competência o espectador até o fim da narrativa, segurado principalmente pela relação dinâmica entre os atores principais.

terça-feira, 23 de julho de 2013

E Assim Caminha a Humanidade



Ainda desconheço o motivo do esquecimento, por parte da sociedade latino-americana, de nossa história, nossos heróis e artista. Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Salvador Allende, Victor Jara, Violeta Parra, tantos outros que são lembrados apenas em rodas de discussão de intelectuais. Onde está a nossa memória? Enquanto esquecemos quem somos e de onde viemos, somo chafurdados por informações vindas do hemisfério norte. O problema não estão nas informações absorvidas, mas na substituição daquelas por estas, esvaindo o que temos de mais precioso: a nossa identidade cultural.


domingo, 7 de julho de 2013

Jim Carrey animado



Os Fantasmas de Scrooge (“A Christmas Carol”, EUA, 2009) é uma das muitas adaptações do livro de Charles Dickens. A história, que já ganhou suas versões com Os Muppets, o Mickey e até o Batman, dessa vez abraçou a tecnologia e alcançou uma qualidade surpreendente. Isto graças ao diretor Robert Zemeckis, que apostou na animação com captura de movimentos reais. Ou seja, se eu te digo que a atuação nesse filme é excelente, os créditos não são exclusivos do pessoal da animação; Jim Carrey, no papel do velho Ebenezer Scrooge, também merece meus parabéns.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Opereta zumbi, será?

Com zumbis dominando a literatura, tv, video games e filmes por que não engolir mais um e assistir Guerra Mundial Z (“World War Z” EUA, 2013)? Baseado no livro homônimo, o filme promete ser a obra máxima sobre os mortos vivos, uma espécie de Ben Hur com zumbis. Acontece que Brad Pitt ta bem longe de ser Charlton Heston, e a única coisa que as duas obras tem em comum é a grandiosidade. Enquanto uma verdadeiramente se torna um épico, a outra se perde no estrionismo.

A genialidade tem curvas femininas


ANA PAULA LAPORT
Confesso que fiquei bastante tempo pensando em como começaria a escrever essa crítica, como resumiria em poucas palavras a genialidade dessa mulher que colocou todo mundo no chinelo com seus textos políticos filosoficamente incríveis. Resolvi ser direta e sem babar ovo: a atriz merece um Oscar e o filme é ótimo. Pra quem conhece a história dessa mulher genial, vale a pena ver o longa Hannah Arendt (Alemanha, 2013) e confirmar a sua genialidade. Pra quem não a conhece, vale a pena ver também para conhecer.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Diário Filmado

Lucia Murat é uma cineasta que leva muito de sua vida pessoal para as telas do cinema. Presa e torturada nos porões da ditadura, a experiência sempre lhe serviu de matéria prima para os filmes. E Lúcia já fez vários trabalhos sobre esse tema: "Que bom te ver viva" e ótimo "Quase dois irmãos" são só alguns exemplos. "Uma longa viagem", o seu último filme, é um documentário sobre a vida de seu irmão mais novo e Lúcia continua a mexer no seu álbum de família neste A Memória Que Me Contam (Brasil, 2012). A protagonista interpretado por Irena Ravache é, inclusive, um óbvio alter ego da cineasta. Até a vestimenta é parecida.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ramartia Americana

Se você já quis cortar os pulsos com Blue Valentine então se prepara para o novo filme do diretor. O Lugar Onde Tudo Termina (“The Place Beyond The Pines” EUA, 2013) faz suas promessas pelos nomes envolvidos no projeto: Bradley Cooper, Ryan Gosling, Derek Cianfrance. A vanguarda do cinema americano conseguiu fazer um belo filme sobre família, redenção e maldição familiar.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Loucos (e anacrônicos) anos 20


Ouvir o rap de Jay-Z sobre cenas dos anos 20, com as roupas de época e os carros antigos, inicialmente pode parecer fora de lugar, mas faz um estranho sentido. É a era do jazz, de florescimento econômico e cultural, mas também de afrouxamento moral, cabarés, festas intermináveis, bebida barata e culto à riqueza das famílias tradicionais ou de novos ricos. É a época de Fitzgerald, Hemingway, James Joyce, Picasso e do Cole Porter que convida: "let's misbehave". O Grande Gatsby ("The Great Gatsby", Estados Unidos/Austrália, 2013) é cheio de anacronismos, mas eles não só enriquecem a história como também permitem que se trace um paralelo de reflexão da nossa própria era, que tem valores muito parecidos com os de 90 anos atrás. E Jay-Z é o especialista moderno nesse assunto.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Teatro em Tela

Pouco conhecido, mas muito aguardado, chega finalmente ao cinema a nova adaptação de Bonitinha, Mas Ordinária (Brasil, 2012). Originalmente concebida como uma peça por Nelson Rodrigues, o filme mostra muito bem as características inconfundíveis que fazem deste um dos maiores teatrólogos do Brasil. Embora esta adaptação seja muito feliz na hora de prestar homenagem ao tricolor, como cinema, ela deixa a desejar.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pagar Para Ver...Nem Pensar

Se você estiver pensando em ir ao cinema para assistir ao filme O Que Se Move (Brasil, 2012), que estreia nesse fim de semana, aconselho a desistir urgentemente da ideia. O longa que conta a história de três famílias distintas aprendendo a lidar com a chegada e/ou perda de um filho. A trama aparentemente poderia ter se tornado uma boa produção dramática, mas, por alguns fatores, acabou seguindo o caminho totalmente inverso. E, ao meu ver, é um categórico fracasso.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Como encontrar um mestre?

Com enormes simplicidade e força, Philippe Falardeau constrói uma obra singular em O que traz boas novas ("Monsieur Lazhar", 2001, Canadá). Adaptando a peça “Bashir Lazhar”, da autora Evelyne de La Chenelière, o filme nos propõe uma caminhada sensível e ativa bem mais questões do que respostas. Trata-se de um exercício de reflexão tão avassalador quanto suave em uma ótima comédia dramática.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Último Olhar do Mestre


Por mais imperfeito que seja, Stanley Kubrick deixou o palco da vida no auge. O mestre abandonou o mundo sem deixar de confirmar a sua genialidade em cada película. De "Medo e Desejo" (1953) até o nosso filme da vez: De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, EUA/Reino Unido, 1999).

sábado, 27 de abril de 2013

Nascido Para Chocar




Todos que gostam de cinema pelo menos já ouviram sobre a genialidade de Stanley Kubrick. Porém, será que todos também conseguiram perceber a grandiosidade dos trabalhos desse diretor? Tenho a impressão de que muitos dos filmes que foram rotulados de obras-primas por críticos não são compreendidos da maneira desejada pelo grande público. Desta forma, eles acabam sendo considerados chatos e monótonos. Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, EUA, 1987) é uma das produções de Kubrick que se encaixa perfeitamente nessa ideia.


Esculpir o Meu Tempo


Eu ainda encontro-me com dor de cabeça. Duas noites se passaram desde o fim do filme e minha mente ainda sente o peso dele. Sua complexidade não foi alcançada por minha imaturidade fílmica e da vida, no entanto, minha jovem curiosidade me fez aguentar tranquilamente sua duração de quase três horas. 163 minutos de socos no estômago, 163 lembretes de "acorde e pense". - Tarkovski não apenas esculpiu o tempo, como modelou em mim um enorme carinho por sua obra.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Um Cinema Prateado e Brilhante

A carreira de Karin Aïnouz é envolta de grandes sucessos de crítica. Ele é o responsável por dois títulos totalmente emblemáticos do cinema nacional recente: "Madame Satã" e "O Céu de Suely". É difícil ficar impune ao seu cinema. Karin possui uma sensibilidade ímpar ao desenvolver suas histórias e seus personagens. Sem contar em seu talento incrível para extrair  atuações viscerais de seus intérpretes. Graças a ele, Lázaro Ramos e Hermila Guedes se tornaram grandes nomes do cinema brasileiro. Agora é a vez de Alessandra Negrini brilhar nas mãos do diretor no excelente Abismo Prateado (Brasil, 2011), uma adaptação livre da canção "Olhos nos Olhos", de Chico Buarque.

sábado, 20 de abril de 2013

Uma Laranja de Cílios Postiços


Nunca vou me esquecer da primeira vez que vi Laranja Mecânica ("A Clockwork Orange", Reino Unido/ EUA, 1971). Foi numa aula de inglês da escola sobre ficção científica e um colega trouxe o filme para a turma cheia de adolescentes ignorantes sobre a obra (esse amigo também me apresentou a "Rocky Horror Picture Show", mas essa é outra história). Já na cena de abertura, fui seduzida pela mistura de erotismo bizarro e pura arte cinematográfica presentes no olhar fixo com cílios postiços de Alex DeLarge (Malcolm McDowell) e, para mim, foi amor à primeira vista.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Reflexões Sob a Sombra de Um Pé de Laranja Lima



A falta de criatividade do mundo cinematográfico vem se confirmando. Não é atoa que continuações de histórias que já se esgotaram e remakes de produções consagradas têm sido a constante saída dos grandes estúdios. No Brasil, esse panorama não muda muito. A diferença é que nós fazemos um “remasterização” dos nossos clássicos. Ou seja, nossos diretores não modificam praticamente nada em relação da história original. Os roteiros são pouco trabalhados. Nesse fim de semana estreia mais um filme que se encaixa bem nesses moldes.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O Elo Mais Frágil da Guerra



Infelizmente, o passado recente de toda a América Latina é recheado por revoluções, ditaduras e guerras civis. Milhares de homens e mulheres foram presos, torturados e brutalmente assassinados em prol de um ideal (torpe ou não). E é uma característica do nosso cinema abordar tal tema. Temos exemplo do Chile de Pinochet retratado por Pablo Larraín (“Post Mortem”, “Tony Manero” e “No”), a Ditadura Militar brasileira por Cao Hamburguer (“O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias”), a Revolução Cubana por Steven Soderbergh (“Chel: El Argentino” e “Che: Guerrilla”), apesar do diretor ser estadunidense… No entanto, o diretor mexicano Luis Mandoki surpreende ao mostra a revolução de El Salvador pela perspectiva de uma criança em Vozes Inocentes (“Voces Inocentes”, México, 2004).

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...