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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Somos todos loucos aqui



Alice No País das Maravilhas, a história da corajosa menina que segue o coelho branco ao entrar em sua toca, que acaba se revelando uma porta de entrada para um mundo fantástico, repleto de personagens estranhos e peculiares. Ao escrever sobre Alice, obviamente, é necessário fazer alguma referência a obra original de Lewis Carroll. Escrita para a filha de Henry Liddell, Alice, que ao ouvir a história contada por Charles Dodgson (Lewis Carroll foi o pseudônimo utilizado ao publicar o livro) num passeio, pediu para que Charles a escrevesse. A história que aparentemente parece ser infantil, por seu tema fantástico, possui uma alta complexidade devido as alusões feitas durante o romance, sendo alvo de vários estudos e teorias. Teorias das mais doidas também, como uma que Alice era uma menina esquizofrênica que foi deixada num sanatório por seus país e lá criou toda essa história fantástica para funcionar como uma fuga dos horrores que sofria por lá. De qualquer maneira, Alice No País Das Maravilhas é um ótimo livro tanto para crianças quanto para adultos e que possui diversas adaptações feitas para a sétima arte, inclusive pelos estúdios Disney, como não podia ser diferente com uma temática dessa.


terça-feira, 16 de julho de 2013

As Noites da Arábia... E os dias também.



A animação Old School da Disney segue a fórmula clássica da corporação, não que haja algum demérito nisso, pelo contrário, pois quando se é bem feito, o resultado continua a impressionar e deixar sua marca. Aladdin (“Aladdin”, Estados Unidos, 1992) é um dos grandes clássicos dos estúdios Disney. O jovem pobre que encontra uma lâmpada mágica que ao esfregar libera um gênio capaz de conceder até três desejos e procura então conquistar sua paixão. E quem não queria uma dessas? Com certeza iria facilitar a vida. Comentários a parte, o desenho é maravilhoso assim como também é a história. Esta, que por sua vez, é uma adaptação de um conto popular que compõe a coletânea de contos árabes “Mil e Uma Noites”, sendo conhecido como Aladim e a Lâmpada Maravilhosa.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O Megero Domado


Não existe filme de princesa da Disney mais máximo que A Bela e a Fera, ("The Beauty and The Beast", 1991 EUA). Os fanboys de Aladin e até do Rei Leão podem me odiar, mas eu disse mesmo. Sabe por quê? Porque é um romance com alma! Não tem como não se apaixonar com uma das primeiras histórias de amor mais linda e improvável a qual somos apresentados.

Herói Em Miniatura


Em 1998, Toy Story completava três anos. Depois do arrasa-quarteirão, primeira animação realizada integralmente em computação gráfica, Disney e Pixar tinham um desafio: o que fazer a seguir? A resposta: Vida de Inseto (A Bug's Life, Estados Unidos, 1998).


domingo, 14 de julho de 2013

Apetite Pela Destruição


Detona Ralph (“Wreck-it Ralph”, Estados Unidos, 2012) procura, assim como em – e a comparação aqui é inevitável – Toy Story, se aventurar no mundo daquilo que acontece quando não se tem alguém por perto. No entanto, no caso de Ralph seu universo é o dos games e a história começa depois do batente no arcade, após o ultimo game over.

sábado, 13 de julho de 2013

A Gigante Corporação Disney


Falar que a Walt Disney Company é um enorme império no mundo do cinema é um grande eufemismo. A empresa, que foi fundada como um estúdio de animação no ano de 1923, se tornou simplesmente o maior conglomerado de mídia e entretenimento do mundo. E ela não para nunca de crescer. No total, são estúdios, produtoras, distribuidoras, canais de televisão, parques, gravadoras de música, estações de rádio... a Disney ainda vai dominar o planeta! Duvidam?

terça-feira, 9 de julho de 2013

Lições Mágicas


O Rei Artur, Merlin, Morgana, Lancelot, Guinevere e tantos outros personagens do cânone da Távola Redonda são tão lendários que ultrapassam os limites de qualquer adaptação que já tenha sido feita. Das tradições orais até as mídias mais recentes, de livros a jogos de videogame e gibis, a cada vez que essa história é recontada ela ganha força e contribui para um grande todo no imaginário coletivo. Como então transformar um personagem tão eterno para dentro do universo Disney? Em A Espada Era a Lei (The Sword In The Stone, Estados Unidos, 1963), a animação consegue esse feito no melhor estilo Disney: com muita mágica, música e bondade no coração.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Huwey, Lewis e as velhinhas


Antes da abominação do Disney Channel, o estúdio tinha uma singela série de TV chamada Duck Tales. O desenho contava as crônicas dos irmãos mais novos do Pato Donald: Huguinho, Zezinho e Luizinho. E como o pato nunca aceitou seus irmãos, eles viviam com o seu tio bilhardário megalomaníaco e ambicioso (Tio) Patinhas. Então, você acha que essa história faria sucesso? De um jeito ou de outro, não importa, o que importa é que pouco depois ela virou um filme em Duck Tales: O filme - A Lenda da Lâmpada Perdida, (“Duck Tales: The Movie Treasure of the Lost Lamp” EUA, 1990).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Perdendo O Fio Da Meada



Só muito recentemente, a Dinsey resolveu voltar à sua longa tradição de princesas, e dessa vez foi a da Rapunzel. Em Enrolados (“Tangled” 2010, EUA), a princesa com cabelos maiores que o do Neymar recebe o clássico tratamento do estúdio com direito a um camaleãozinho abusado, um cavalo receoso e um “príncipe” anti-herói. A boa e velha fórmula continua a mesma aqui nesse filme, só que mais velha do que boa.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Estranhamente Familiar


Para entender porque Tarzan (1999, EUA) é tão bom você precisa observar motivos bem antes do filme em si. Na bíblia dos animadores, “The Animators Survival Kit”, o prefácio pelo autor Richard Williams (diretor de Uma Cilada para Roger Rabbit) faz um comentário elogiativo a Mogli, O Menino Lobo. O comentário consiste em elogiar a habilidade da Disney de conseguir capturar os movimentos com perfeição: a cobra rastejava como uma cobra; o tigre gingava como um tigre; e um menino que era um lobo, era um lobo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ao infinito, e além…



Quando criança já se perguntou o que seus brinquedos faziam quando você não estava por perto? Entrou no quarto de súbito ou acordou no meio da noite para pegá-los no flagra? Eu sei que eu fazia isso... Tom Hanks também. E esta foi a ideia inicial do primeiro filme produzido da parceria entre os estúdios Disney e Pixar.

Delicadeza e um toque de tristeza



Chame alguém de Bambi hoje ou compare-o a um veado: seu interlocutor ficará, no mínimo, um pouco ofendido. Se hoje o termo é depreciativo em relação aos homossexuais, deve muito pouco à memória de seu representante animado, Bambi (Estados Unidos, 1942). O protagonista, criado no romance Bambi, A Life in the Woods, de Felix Salten, tem seu nome vindo de "bambino" – significado de "menino" em italiano. E assim é Bambi: uma criança frágil e desajeitada, infelizmente injustiçada pela passagem do tempo.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Como uma Rosa




ANA PAULA LAPORT

Antes de qualquer coisa, gostaria de informar que Aurora é a princesa mais bonita da Disney, não tem como discordar. Se bem que com três fadas madrinhas até eu. Fora que a história de A Bela Adormecida (“Sleeping Beauty”, 1959, EUA) é toda romantizada, com “lugares distantes, duelo de espadas, feitiços, um príncipe disfarçado”... Ou seja, uma obra de poeta. No início do filme, o narrador explica o porquê do nome da princesa: “Deram-lhe o nome da luz da manhã, porque a menina veio iluminar-lhes a vida como um raio de sol.” Lindo! Pena que essa parte só foi acrescentada na produção da Disney.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Clássico que Nunca Envelhece




Quem foi que nunca desejou ser criança para sempre!? Era uma época onde as responsabilidades eram menores, os dias eram mais voltados para diversão e tudo que é considerado sério para o mundo adulto era visto como se fosse uma grande brincadeira. Todas esses “princípicos” do mundo infantil sempre estiveram presentes em toda criança. Mas, no ano de 1911, essas idéias foram engradecidas e mostradas a todos através de uma peça teatral de J. M. Barrie. O espetáculo Peter Pan & Wendy originou um livro infantil e várias adaptações para o cinema, e entre elas está um dos mais aclamados clássicos da Disney: Peter Pan (EUA, 1953).


quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Orelhudo mais Amado de Todos


A história do quarto filme da Walt Disney Company todo mundo já conhece: um elefantinho que é discriminado (na verdade, podemos dizer até que ele sofre bullying, embora esse termo ainda não tivesse sido inventado nos anos 40) pelos seus companheiros de circo por causa de suas orelhas, que são, para usar um eufemismo, desproporcionais. Dumbo (1941, EUA) foi produzido com a intenção de gastar pouco e fazer dinheiro nas bilheterias, pois os dois últimos longas da companhia ("Fantasia" e "Pinóquio") não tinham sido muito bem sucedidos, principalmente pelo advento da Segunda Guerra Mundial. O longa acabou sendo, então, um dos maiores sucessos da Disney na década de 40, foi elogiado pela crítica e abocanhou o Oscar de melhor canção por "Baby Mine".


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Clássica, em todos os sentidos


Até hoje uma princesa loira de olhos azuis estampa cadernos e lancheiras, é tema de fantasias de Halloween e de festinhas de aniversário, e tem um castelo que é o principal símbolo da Disney e atração chave na Disneylândia. Cinderela (Cinderella, Estados Unidos, 1950) levantou a companhia no pós-guerra, que não fazia longas desde "Bambi", de 1942. A animação ganhou, ainda, duas continuações (de 2002 e 2007, lançadas diretamente em vídeo) e um live action a caminho.

Cinderela é boa, gentil, honesta, bonita, humilde, talentosa e amiga até dos ratinhos. Mas também é submissa, ótima dona de casa e futura esposa e mãe (para alegria de seu futuro sogro, o rei). Os valores são os da década de 1950 e se de alguma forma a princesa persiste até hoje no imaginário infantil é por sua vocação de marca e símbolo universal, a princesa que canta com os passarinhos e realiza sonhos - muito além da própria história. A animação, a trilha sonora e até mesmo o desenvolvimento da trama podem parecer datados, mas Cinderela, a personagem, tem um quê de eterno, mesmo que represente tão pouco das crianças de todo o mundo.


A história é bem conhecida, do clássico de Charles Perrault: Cinderela, filha muito amada de um pai muito rico, ganha uma madrasta e duas irmãs. Quando o pai morre, a madrasta se revela maldosa e hipócrita e faz da menina sua criada. Suas filhas também a maltratam e a chamam de Gata Borralheira. Porém, um grande baile na corte mudará o destino da menina e, com a ajuda da sua fada madrinha, seus sonhos serão realizados. Recentemente se falou muito de como os contos de fada originais, da tradição falada, eram mais violentos e assustadores, tão diferentes da adaptação da Disney - mas se o longa tem um conteúdo tão patriarcal e moralista, é um fruto de sua época, assim como o são as princesas aventureiras e atrevidas de hoje. O sonho de Cinderela, o principal motivo do filme, é se casar - nem importa com quem: o príncipe só aparece lá pelos 50 minutos de filme e, mesmo assim, pouco fala ou se faz presente.


Apesar disso, Cinderela passa a mensagem fundamental de que com bastante fé (e um pouquinho de magia) os sonhos daqueles que merecem podem se realizar, mesmo os de uma gata borralheira. Esse lema permeia qualquer filme da Disney e também um pouquinho da crença de ser criança. Talvez seja isso o eterno de Cinderela: a atmosfera da magia, da crença na bondade e o Bibbidi-Bobbidi-Boo.

domingo, 16 de junho de 2013

Disney: vida e obra

Não é muito extremo dizer que os sonhos da maioria das crianças do mundo passaram pelo universo dos personagens Disney. O arco mágico que escorre lentamente por cima do castelo da Cinderela anuncia que estamos deixando o mundo do hoje e entrando no mundo "do ontem, do amanhã, e da fantasia". O homem que criou e deu seu nome a essa fábrica de entretenimento sem paralelo, Walter Elias Disney - Walt, pros íntimos, que somos todos nós - se confunde com a própria história do seu império. Disney, como o grande contador de histórias que era, não se preocupava em criar ou aumentar os mitos que cercavam sua imagem. Assim, Walt se tornou, ele mesmo, mágico, com a capacidade sobrenatural de viver pra sempre: tem gente que diz que ele está criogenicamente congelado, só esperando pra acordar.

sábado, 15 de junho de 2013

Ensinamentos Clássicos



Quase todo filme voltado para o público infantil possui uma lição de moral por trás da trama. Porém, existe um clássico da Disney que podemos considerar como a uma das primeiras e mais completas lições de moral já existente na historia do cinema. Pinóquio (Pinocchio, EUA, 1940) é um daqueles contos que foram feitos quase exclusivamente com o intuito de educar as crianças sobre o que é certo e o que é errado. O medo foi ferramenta fundamental.

A primeira a gente nunca esquece




ANA PAULA LAPORT


Era uma vez uma rainha recalcada e invejosa... Er... Quer dizer...

Há mais de duzentos anos, dois irmãos alemães (Jacob e Wilhelm Grimm), muito interessados em descobrir a origem história e linguística de seu país, começaram a estudar e pesquisar narrativas populares e lendas antigas passadas pela tradição oral. Eles compilaram um bando delas, de várias regiões, e as publicaram. As histórias ficaram tão famosas que foram reproduzidas diversas outras vezes, em livros, filmes e peças de teatro.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um sonho nonagenário


*com Ana Paula Laport

Qual é o seu sonho? O sonho de uma marca é deixar de ser marca para virar sonho. Parece um desafio impossível, mas não era para o sr. Walter Elias. Chegar na casa dos 90 e ainda encantar cada nova geração incontestavelmente é um triunfo com a cara da Disney. E não estou falando só da incrível renovação tecnológica e cultural que a "fábrica de sonhos" alcança a cada lançamento, mas da capacidade de ainda emocionar mesmo com seus primeiros projetos.


A partir de amanhã o LixeiraDourada convida você a voltar a ser criança e mergulhar na Magia da Disney. Durante um mês, nós homenagearemos a criadora do Mikey em seus filmes mais famosos, além de comentar curiosidades e a grandiosa história por trás do espetáculo.
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