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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Preconceito? Tô fora!

 
Procurando por filmes orientais no Netflix, tive uma grande surpresa. Poucos sabem, mas o filme Dança Comigo? (Japão 1996) originalmente é oriental. A versão estrelada por Richard Gere é remake de uma versão japonesa contando a mesma história, sendo que a versão “olhos puxados” é inquestionavelmente superior. Misturando comédia com um pouco de drama, ele é uma ótima aquisição.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Responsabilidade Canina



10 Promises To My Dog (Japão, 2008) pode ser considerado o Marley e Eu japonês, mesclando um pouco com o Sempre ao Seu Lado. Contando a história de um cãozinho que surge numa família para conquistar todos que vivem lá, ele é tradicionalmente mais “alto astral” que a maioria dos filmes asiáticos, e bem mais focado no entretenimento. Nem por isso deixa de trazer questões interessantes a se pensar. 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Interpretações Subjetivas de Mensagens Indiretas



Confesso que Hirokazu KoreEda é um de meus diretores favoritos. Graças ao filme “Ninguém Pode Saber” conheci o cinema asiático em 2008, surgindo às primeiras estruturas do que em pouco tempo se tornaria uma paixão. Todos os longas do diretor são inspiradores para futuros cineastas, abusando da sensibilidade, com histórias em tons melancólicos e introspectivos, sempre trazendo questões existenciais. Esse estilo de fazer cinema perpetua vários diretores japoneses, provavelmente originando-se no genial Yasujiro Ozu (Pai e Filha). No entanto, KoreEda se destaca pelo estilo documentarista em fazer ficção, dando um sentimento bem mais “palpável” as suas histórias. Portanto, para fechar o ano com chave de ouro: trago a vocês Tão Distante (Japão, 2001).


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Filme Japonês Com Natal



Se eu pudesse definir numa palavra o filme Furyo, Em Nome da Honra ("Merry Christmas Mr.Lawrence", Japão/Reino Unido, 1983) seria “inusitado”. A Ásia, excetuando a Filipinas, não é de tradição cristã, portanto todo o simbolismo do natal é praticamente inexistente do outro lado do mundo. Dirigido pelo polêmico Nagisa Oshima (Império dos Sentidos ) baseando-se nas experiências do roteirista Laurens Van Der Post como prisioneiro de guerra, o longa é uma surpreendente história unindo duas culturas completamente diferentes. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Brokeback Mountain Japonês



A homossexualidade é um tabu em praticamente todas as sociedades. Paradoxalmente, durante toda a história da humanidade sempre teve um expressivo número de homossexuais nos mais diversos segmentos sociais, evidentemente de forma bem mais velada que hoje em dia. Tabu (“Gohatto”, Japão, 1999) é dirigido pelo polêmico e genial Nagisa Oshima, baseando-se na era Bakumatsu dos Samurais (1853 – 1867), retrata exatamente esta afirmação. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tristeza da Apatia



Você já imaginou o quanto sua vida poderia ser vazia se não estivesse perto das pessoas que amam? Una isso ao fato de você não ter objetivos, não sonhar com nada, não ter uma visão nobre e/ou doentia do amor, sendo simplesmente alguém abaixo da linha da mediocridade, não fazendo nada para mudar graças a um estado depressivo contínuo que guarda unicamente dentro de si. Failan (Coréia do Sul, 2001) é isso: vai na contramão de 99% dos filmes do mundo inteiro, e coloca uma protagonista propositalmente inexpressiva, sem visão pessimista e nem otimista da vida, por nada ser importante.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Medo de Amar e Machucar



Um dos pontos que fascina o cinema do outro lado do mundo, mesmo o comercial, é a não obrigatoriedade do final feliz. Isso não significa que os finais em geral são trágicos, tudo vai depender do andamento da história, e também da concepção mais realística e menos fantasiosa do que seria o “final feliz”. Love Phobia (Coréia do Sul, 2006), tinha tudo para ser apenas mais um longa metragem romântico , mas o desenrolar da trama nos traz questionamentos profundos e o diferencia das história do gênero. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

After Effects Faria Melhor



Inspirado numa de minhas últimas análises ("Tsunami – A Fúria do Oceano") resolvi assistir a outro longa metragem sobre ondas gigantes que lembrasse os filmes de Rolland Emerich. Desta vez o filme é 2022  Tsunami (Tailândia, 2009). Parece que o cinema-catástrofe realmente não é o forte dos asiáticos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Profundidade da Culpa



Posso até me tornar repetitivo, mas é importante frisar que o cinema asiático é fascinante justamente por refletir uma cultura diferente da nossa. E os filmes japoneses, em sua maioria, são fantásticos por abordar questões tão profundas do ser humano, sempre com um olhar questionador e filosófico de modo extremamente sensível, sem subestimar a inteligência do espectador. A Enguia (Unagi, Japão 1997) traduz exatamente esse pensamento, explorando o lado introspectivo dos personagens, sendo uma história que poderia se passar em qualquer lugar do mundo, e mesmo assim ela é imprevisível. Dirigido pelo veterano Shohei Imamura. 




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Metade Ocidental, Metade Oriental



Sabe os filmes blockbusters do Roland Emmerich? Aquele que fez "O Dia Depois de Amanhã" e "2012"? Pois Tsunami – A Fúria do Oceano (Coréia do Sul, 2009) pode ser considerada a versão oriental deste estilo. Misturando dois modos completamente diferentes de fazer cinema, as ideias são bem pensadas, mas nem sempre tão bem executadas. Dirigido por Yoon Je-Kyoon.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Que P**** é Essa?!



Sinceramente? Nunca vi um filme tão ruim na minha vida, sem exageros. Provavelmente você pensará o mesmo se passar pela vergonha alheia em assistir Uchu Daikaiju Girara (Japão 1964). É podre, baixo nível, horrível, mal feito, direção pífia, atuação risível, roteiro péssimamente escrito, trash, tosco, ridículo, sem graça, careta, e qualquer outra palavra negativa que vier a sua cabeça. Serve como uma experiência  antropológica de como NÃO fazer um longa metragem, ou para assistir as três horas da manhã com amigos depois de uma ou duas garrafas de tequila.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Lembrei do Joel



Tenho queda por filmes que abordam temas sobrenaturais de forma questionadora, especialmente quando trazem aspectos culturais e religiosos sobre o assunto. No Japão, acredita-se que a morte é apenas uma passagem entre dois mundos. É disso que Sweet Rain (Japão 2008) trata, colocando a morte como uma profissão do além, sendo uma espécie de guia espiritual que faz essa passagem entre a humanidade e o "algo a mais".

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Leve Feito uma Pluma



Buscando uma alternativa aos tradicionais filmes sérios e/ou dramáticos comuns lá do outro lado do mundo, me deparo com My Little Bride (Coréia do Sul 2004). Ao ler a sinopse, é perceptível que facilmente daria mais uma história dramática, mas graças ao “olhar” do diretor, trata-se de uma comédia romântica bonitinha e engraçada.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

♫ Em seus braços quero viver para sempre


Chega a semana do dia das crianças. Para regressarmos ao passado e encher o coração de nostalgia, trouxe um longa metragem do anime que marcou a infância de muitos que estão na faixa dos vinte anos. Sakura CardCaptor: O Filme (Japão, 1999). A história não possui qualquer ligação com a série de TV, mas os personagens e suas personalidades estão intactas.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Olhando a Vida Profundamente



Filmes de dramas familiares são relativamente comuns, mas As Coisas Simples Da Vida (“Yiyi”, Taiwan – 2000) surpreende por conseguir abordar questões aparentemente banais de forma profunda. Sabe aquele momento em que você é obrigado a tirar uma foto em família e dá aquele sorriso plástico fingindo que tudo está bem? Todo mundo PARECE feliz, mas a verdade é bem diferente disso. Dirigido por Edward Yang.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Poesia Filmada

 
Ao procurar filmes asiáticos , procuro ler alguma coisa para ver se me interessarei. Quando me deparo com Síndromes e um Século ( “Sang Sattawat”, Tailândia, 2006), li que é uma homenagem a história de amor dos pais do diretor Apichatpong Weerasethakul. “Preciso ver esse filme” foi logo o que pensei. O longa é no mínimo, genial.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um Musical da Coréia do Sul




A história do amor impossível é um clichê mundial tão batido que é necessário tomar muito cuidado para não arruinar a produção de um longa metragem com o tema. Felizmente,  o musical Amor Proibido ("Chuhyang", Coréia do Sul 2000) consegue dar uma nova roupagem para o assunto, abusando da criatividade do experiente diretor Im-Kwon-Taek. Baseado no conto popular homônimo do século XVII, bastante similar a Romeu e Julieta, o longa é, no mínimo, competente e exótico.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A China Por Seus Protagonistas




Confesso que tenho uma queda por longas-metragens que retratam os aspectos culturais e históricos daquele país, ao mesmo tempo que sou bastante crítico em analisar este tipo de filme. Querendo conhecer um pouco mais sobre aspectos sócio-políticos chinês, tive a felicidade de encontrar Adeus Minha Concubina ( "Bàwáng Bié Jī", China 1993). Dirigido por Chen Kaige, o longa foi proibido em seu país de origem.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Amor de Avó




Apesar de muitos dos meus filmes favoritos serem de baixo orçamento, não sou totalmente adepto da filosofia de que um bom longa-metragem não precisa de boa produção. Creio que quanto mais recursos o cineasta tem a disposição, maiores as chance de "transmitir a mensagem" e alcançar o sucesso junto ao público. Lola (Filipinas, 2009) resume bem essa linha de pensamento. Filmado com câmeras digitais num período de dez dias, é genial, mas podia ter brilhado ainda mais se o orçamento fosse maior. Dirigido brilhantemente por Brillante Mendonza (trocadilho bobo).

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Baby You´re A Firework!



A princípio dizem que o cinema ocidental é voltado para o lado comercial, e o oriental prefere seguir um lado artístico e experimental. Mas nem sempre é assim, e Hana-Bi: Fogos de Artifício (Japão, 1997) é um ótimo exemplo. Sabe aqueles filmes de ação Hollywoodianos  previsíveis, mas que mesmo assim são muito bons? Pois é disso que estamos falando. Dirigido, escrito, e protagonizado por Takeshi Kitano.



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