sexta-feira, 14 de junho de 2013

Diário Filmado

Lucia Murat é uma cineasta que leva muito de sua vida pessoal para as telas do cinema. Presa e torturada nos porões da ditadura, a experiência sempre lhe serviu de matéria prima para os filmes. E Lúcia já fez vários trabalhos sobre esse tema: "Que bom te ver viva" e ótimo "Quase dois irmãos" são só alguns exemplos. "Uma longa viagem", o seu último filme, é um documentário sobre a vida de seu irmão mais novo e Lúcia continua a mexer no seu álbum de família neste A Memória Que Me Contam (Brasil, 2012). A protagonista interpretado por Irena Ravache é, inclusive, um óbvio alter ego da cineasta. Até a vestimenta é parecida.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Genialidade Além do Esperado

Recriar uma franquia cinematográfica que já possui uma legião de fãs não deve ser uma tarefa muito fácil. Agora, imagina dar continuação a essa história sem matá-la… Isso sim é praticamente uma missão impossível. Mas parece que o diretor J.J. Abrams (o mesmo de “Super 8” e da série de TV “Lost”) conseguiu entender bem o espírito da coisa e provavelmente irá surpreender ainda mais ao fãs de “Jornadas nas Estrelas” com o mais novo longa série: Além da Escuridão – Star Trek (Star Trek Into de Darkness, EUA, 2013).


Star Trek Meia Boca

Em 2009, J.J. Abrams reinventou uma das séries mais populares de todos os tempos que andava meio esquecida e um tanto quanto ultrapassada. Com o seu "Star Trek", o diretor apresentou os personagens clássicos da série para uma nova geração de fãs e conseguiu fazer um filme realmente incrível. Infelizmente, essa continuação Além da Escuridão - Star Trek (Star Trek - Into Darkness, EUA, 2013) é muito inferior ao seu antecessor e deixa muito a desejar.

Ramartia Americana

Se você já quis cortar os pulsos com Blue Valentine então se prepara para o novo filme do diretor. O Lugar Onde Tudo Termina (“The Place Beyond The Pines” EUA, 2013) faz suas promessas pelos nomes envolvidos no projeto: Bradley Cooper, Ryan Gosling, Derek Cianfrance. A vanguarda do cinema americano conseguiu fazer um belo filme sobre família, redenção e maldição familiar.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Loucos (e anacrônicos) anos 20


Ouvir o rap de Jay-Z sobre cenas dos anos 20, com as roupas de época e os carros antigos, inicialmente pode parecer fora de lugar, mas faz um estranho sentido. É a era do jazz, de florescimento econômico e cultural, mas também de afrouxamento moral, cabarés, festas intermináveis, bebida barata e culto à riqueza das famílias tradicionais ou de novos ricos. É a época de Fitzgerald, Hemingway, James Joyce, Picasso e do Cole Porter que convida: "let's misbehave". O Grande Gatsby ("The Great Gatsby", Estados Unidos/Austrália, 2013) é cheio de anacronismos, mas eles não só enriquecem a história como também permitem que se trace um paralelo de reflexão da nossa própria era, que tem valores muito parecidos com os de 90 anos atrás. E Jay-Z é o especialista moderno nesse assunto.

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