Lúcia é a personagem para qual não precisaram escalar uma atriz. Sem aparecer uma única vez ou sequer ter o nome citado durante todo o filme, ela desencadeia, ainda que indiretamente, todos os acontecimentos. Aliando um roteiro poderoso e a atuação excelente de Tessa Ia, o diretor Michel Franco mostra com clareza e poesia que, na vida dessa família, existe mesmo um antes e um Depois de Lúcia ("Después de Lucía", México, 2012).
