O retrato realista de uma sociedade argentina conturbada. Os
problemas e as injustiças decorrentes da desigualdade socioeconômica. A
violência, a corrupção, os maus tratos sofridos pela maioria dominada. Essa é a
grande característica de Pablo Trapero, um dos grandes nomes del nuevo
cine argentino. Seu recorte seco e preciso derrama o “sangue” argentino na
tela. Porém não se trata de “diretor-prostituto” – aquele que prostitui a
realidade tornando-a sensacionalista – e sim de um homem preocupado e insatisfeito
com a sociedade de seu país.
