A ausência
pode causar tanto ou mais dano do que um factual tapa na cara. Somos obrigados
a sentir na pele a ausência, aquilo que nos falta e nos faz falta. Como se nada
existisse sem “aquilo” em questão. Vemos-nos perdidos na realidade, procurando “substituições”
e condutores onde podemos transferir nossos afetos. Sem nos darmos conta, transformamos-nos
aos poucos em uma ave que caiu do ninho e ainda não sabe voar.
