Texto escrito por JOSÉ EDUARDO ZEPKA como “Colunista Convidado” para a coluna EuroCine.
O titular da coluna, D.M. RANGEL, estará de volta em dezembro.
O titular da coluna, D.M. RANGEL, estará de volta em dezembro.
O Balão Vermelho ("Le Ballon Rouge", França, 1956) compõe uma alegoria acerca das descobertas de funcionamento do mundo social a partir do olhar infantil. Essas descobertas vão operar um salto forçoso da criança para a vida adulta, de modo a estruturar um conjunto de códigos a serem seguidos. O protagonista, no decorrer da narrativa, é inserido a uma normativa que a sociedade espera, sendo obrigado a se desapegar de sua visão particular de mundo, bem como reavaliar seus valores. O balão, nesse sentido, representa seu estado livre, puro (saturação extrema do vermelho technicolor), infantil e criativo que precisa ser tolhido, pois numa sociedade burguesa capitalista que pensa em relações de ordem e causalidade, um elemento fora da “planilha” é temeroso para manutenção de seu status.
